Bright Concept
PT EN
Contacte-nos

Contacte-nos

* Campos obrigatórios
Li i aceito a Politica de privacidade
Enviar
INÍCIO /

Blog

/

Accountability & Engagement

/ “Não consigo fazer isto”: O papel da motivação no dia-a-dia

“Não consigo fazer isto”: O papel da motivação no dia-a-dia

EM: Accountability & Engagement.18 SETEMBRO, 2020
“Não consigo fazer isto”: O papel da motivação no dia-a-dia

Sente dificuldade em levantar-se de manhã? De levar a cabo as tarefas do trabalho ou de manter uma rotina? Diz: “Falta-me motivação e energia”? 

A motivação é o que nos leva a crescer e evoluir – seja no fórum pessoal ou no profissional. É o PORQUÊ de fazermos as coisas, sendo dependente de um impulso externo que leva às ações.

Contudo é importante conseguir ter automotivação, ou seja, a capacidade de se motivar a si mesmo sem necessidade de um impulso externo.  

 

O que é automotivação?

 

Por definição, automotivação, também nomeada de motivação intrínseca, é o “ato ou efeito de se automotivar; atitude de quem procura fazer ou conseguir algo pelo seu próprio interesse, entusiasmo ou decisão”.

Ao contrário da motivação extrínseca, a automotivação não está dependente de impulsos externos (como uma recompensa, ou punição), mas sim da força interior que prevê os impulsos externos, e antecipa as necessidades e melhoria das atividades. Estes fatores intrínsecos têm um efeito mais profundo e de maior duração e são aceites mais facilmente pelos indivíduos, uma vez que partem de dentro em vez de serem impostos pelo exterior. 

Isto não quer dizer que motivação extrínseca é má ou que a motivação intrínseca é boa – têm, no entanto, condições de uso diferente e é o nosso papel saber qual devemos aplicar em cada situação. Por exemplo: Numa abordagem inicial à educação (seja escola, trabalho ou até mesmo um hobby) é importante ter um motivador externo como notas, dinheiro ou a própria saúde, mas quanto mais investe no saber e esforço mais deverá encontrar motivação interna, aplicando os seus conhecimentos sobre as suas necessidades e interesses, responsabilizando-se pela sua aplicação. 

A motivação depende ainda do modo como nos vemos a nós próprios e ao modo como vemos o ambiente que nos rodeia. No primeiro, os nossos discursos mentais e crenças influenciam o modo como acedemos à motivação. Se mantivermos um discurso mental de “Consigo fazer isto”, mais facilmente encontramos a motivação necessária. No segundo, a análise do ambiente pode ser um elemento chave na motivação pois mais facilmente irá sentir-se motivado se se sentir seguro. Do mesmo modo, até mesmo o ambiente físico pode ser motivador (cores claras, plantas, etc…).

 

Motivação e sucesso

 

O homem é motivado para manter o conforto. Contudo nestas reações primitivas de procura de conforto, esquecemo-nos de que desconforto é necessário para um sucesso posterior. 

Indivíduos de sucesso estão fortemente motivadas a alcançar os seus objetivos. Pessoas que se autossabotam criam as suas motivações para falharem. Estas sentem que não têm a menor ideia do que devem fazer para atingir sucesso. A sua motivação não é clara e os seus objetivos estão mal definidos e invariavelmente preferem o conforto a novos desafios. As suas definições de sucesso são em termos vagos ou com objetivos impossíveis (“Vou ser o melhor!”) o que torna difícil perceber qual a sua verdadeira posição no caminho ao sucesso. 

Automotivação é chave para o sucesso. Pessoas de sucesso são claras sobre o que querem e como o vão obter. Não esperam pela sorte ou por inspiração para tomarem decisões. Pelo contrário, dependem de si mesmos, percebendo o que motiva e planeiam a sua vida, criando um plano de ação que os leva até onde querem ir. 

Seja honesto sobre o que é importante para si – quais são os seus motivadores. Não invente objetivos só porque pensa que irá parecer bem a outros, ou porque todos os outros o fazem e logo deverá ser bom. Guarde diariamente um tempo para rever o seu comportamento e os seus objetivos para descobrir o que o vai realmente motivar. 

Seja qual for a razão para a sua motivação, esta é da sua responsabilidade. Se não tiver a motivação, ninguém irá levantá-lo de manhã para ir trabalhar, ou incentivá-lo a tomar conta de si mesmo. Lembre-se: A Motivação é você quem a faz! Neste curso online pode aprender a desenvolvê-la ainda mais.

 

 

Criar um plano de ação – Manter a motivação

 

Encontre a autonomia nos seus objetivos. Passe de discursos de “Eu tenho de…” a “Eu quero”. Quando faz objetivos de “Eu tenho de…” está a procurar a razão para levar a cabo a ação, como se tentasse convencer-se a si mesmo (por exemplo: “Eu tenho de estudar, para ter sucesso”). Pelo contrário em objetivos de “Eu quero”, está a agir sobre o que realmente o interessa (“Eu quero fazer este curso, porque é um tema que me interessa”). É centrado no seu Porquê. 

Objetivos de “Eu quero”, são escolhidos livremente podendo estar centrados no seu gosto pessoal (interesse intrínseco), na importância do objetivo (qual o interesse identificado) e na assimilação com a própria identidade (encaixa-se na sua vida). 

Amen (2005) sugere que para definir objetivos de sucesso, deveremos usar a abordagem W5H: Who, What, When, Where, Why e How (Quem, o quê, quando, onde, porquê e como):

 

Who (quem): Quem é responsável por definir e atingir os objetivos? Para os objetivos resultarem tem de ser feito por si, para si, trabalhando para si. Tome o tempo para se conhecer a si mesmo. Quais são as suas forças, as suas obrigações, as suas habilidades…
What (o quê): Qual é o objetivo específico? O que quer realizar. Os seus objetivos devem trabalhar para si e para o seu contexto de vida. 
When (quando): Quais são os passos específicos para o objetivo? É importante ter um prazo específico em mente, de quando irá alcançar os seus objetivos. Este prazo dar-lhe-á o incentivo para continuar a trabalhar nos seus objetivos e dá-lhe também uma ideia se está no caminho correto para alcançar os seus objetivos. Pode ser necessário alterar o prazo, mas o plano inicial deve incluir a velocidade com a qual quer alcançar os seus objetivos. 
Where (onde): Projete quando irá completar os passos. É também importante ir avaliando em que ponto do processo se encontra. Nem todos começam no mesmo ponto, nem se movem todos ao mesmo ritmo em direção a objetivos semelhantes. A avaliação contínua da sua posição permite-lhe verificar se continua no caminho que o levará ao sucesso. 
Why (porquê): Porque é que este objetivo é importante a si? Onde o coloca no seu plano de vida? É importante, para atingir resultados significativos, perceber o sentido da sua vida. Muitas pessoas estabelecem objetivos que são contrários aos seus sistemas de crenças, criando conflitos entre o que são e o que acreditam que devem ser. Estas áreas devem estar em harmonia para os seus objetivos resultarem. 
How (como) No processo de desenvolver objetivos é também necessário desenvolver um plano de ação – a estratégia de como passar da motivação à ação. Um plano bem definido é a ferramenta mais essencial a quem quer alcançar os seus objetivos.


Sabe qual é o seu plano de sucesso? 


 

O que faço agora? Dicas para construir automotivação

 

Após definir o seu plano estratégico, está na hora de o pôr em ação e para tal irá necessitar de descobrir a sua automotivação. 

Deixo aqui algumas dicas: 

  1. Crie uma biblioteca de experiências boas que o mantenham motivado - Os sentimentos são motivadores. Não é incomum pensar no tempo que passa em família ou amigos, para se manter motivado. Estes momentos de afeto e triunfo lembram-no de quem é e porque é que persegue este objetivo. 
  2. Pense no que sentirá quando acabar - Antecipar o sentido de realização irá ajudá-lo a ganhar motivação. Lembre-se da razão pela qual está a fazer essa tarefa.
  3. Faça as tarefas que não gosta primeiro - Utilize as tarefas que lhe dão prazer como um motivador. Motivação não significa que irá achar todas as tarefas motivadoras. Encontre nas tarefas que gosta a razão para fazer aquelas de que não gosta.
  4. Não se prenda às expectativas de outros nem à comparação com eles - Encontre motivação por si e não se prenda às expectativas de outros (“Eu tenho de perder peso, porque acham que preciso”). Os objetivos de outros raramente estão alinhados com os nossos e os seus “Porquês” podem ser completamente diferentes. Quando tenta satisfazer os desejos de outros irá descobrir que a sua motivação cai, pois não está a trabalhar verdadeiramente para si. O mesmo acontece com a comparação. Se os seus objetivos forem algo como: “Eu tenho de fazer isto porque o José também fez”, então está também a fechar a sua motivação, ao construir objetivos que, mais uma vez, podem não trabalhar verdadeiramente para si. Lembre-se: todos funcionamos a ritmos diferentes, com objetivos diferentes.
  5. Comece! - A procrastinação acontece. Quem nunca começou o ano com planos infindos de como vai começar a ir ao ginásio, mas de facto nunca vai? É comum os planos ficarem no papel, pelo que deve esforçar-se por começar. Pode custar-lhe inicialmente, mas a motivação não funciona se não se mantiver ativo. 

 

 

Motivado para ao futuro?

 

A motivação é um passo importante para a construção de qualquer plano, pelo que é importante tomar o tempo necessário ao autoconhecimento e de perceber bem quais são os seus objetivos verdadeiros e como pode motivar-se para os mesmos. 

Preparados para levar a cabo os vossos planos de ação? 

 

Inês Cabral | Project Manager

 

 

Bibliografia