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Será que nos devemos juntar à revolução do trabalho flexível?

EM: Accountability & Engagement.14 MARÇO, 2019
Será que nos devemos juntar à revolução do trabalho flexível?

Os modelos de trabalho flexível estão a tornar-se cada vez mais atraentes, especialmente para as gerações mais jovens. São a promessa de um estilo de vida ideal, no qual qualquer pessoa pode escolher quando trabalhar e quando aproveitar algum tempo livre, tal como o local onde é mais produtivo em cada tipo de tarefa. De facto, estudos mostram que 70% da geração Millennial acredita que o trabalho flexível tornam o trabalho mais atraente, enquanto 81% das mulheres dizem o mesmo. Será que o trabalho flexível é uma solução para os principais desafios do capital humano de hoje, ou é apenas um “isco” para atrair Millennials relaxados?

 

Tipos de trabalho flexível

 

Existem muitos nomes e tipos de trabalho flexível, o que tende a causar alguma confusão. Aqui estão os 8 principais:

  1. Part-time: trabalhar menos do que as horas normais, normalmente metade do horário de 8 horas por dia.
  2. Flex-time: o número de horas de trabalho é definido pelo empregador e os colaboradores podem entrar e sair quando quiserem.
  3. Trabalho Remoto/Telecommunicating/Telecommuting /Flex-place: os colaboradores podem trabalhar fora do escritório, seja em casa ou em outro local, como um café ou um parque.
  4. Annualized hours: espera-se que os colaboradores trabalhem por um determinado número de horas durante um ano, mas as horas em que trabalham são flexíveis.
  5. Compressed hours: os colaboradores trabalham por um determinado período semanal, que pode ser “compactado” em menos dias úteis.
  6. Staggered hours: diferentes horários de início, pausa e final de trabalho para diferentes tipos de colaboradores.
  7. Flexible leave/Flexible paid time off: os colaboradores têm um maior nível de flexibilidade para escolher o tipo de folga que precisam, quer seja para celebrar feriados religiosos especiais ou aniversários, ou para pausas para a saúde mental ou dias de bem-estar.
  8. Licenças Sabáticas: os colaboradores podem tirar um período de tempo acordado, sem receber remuneração, mas com a segurança de poder retornar àquele posto de trabalho. Essa opção é comum nas Universidades, nas quais os professores solicitam um ou mais semestres para trabalhar no exterior ou em um tópico diferente de investigação, tal como em grandes consultoras, onde os colaboradores são aconselhados (e às vezes até obrigados) a levar seis meses a um ano de folga, para um MBA ou uma experiência de voluntariado.

 

Vantagens e Desvantagens, para trabalhadores e empresas

 

Independentemente do tipo de trabalho flexível, pode-se identificar muitas vantagens e desvantagens desse arranjo, tanto para trabalhadores quanto para empresas. Aqui estão os mais relevantes:

 

 

Para os colaboradores

Para as empresas

Principais vantagens

 

  • Flexibilidade para atender melhor às necessidades familiares e pessoais
  • Redução do tempo de deslocamento, do stress e das despesas de transporte
  • Mais controlo sobre o horário e o ambiente de trabalho
  • Menor probabilidade de burnout devido a sobrecarga
  • Pode diminuir as horas e custos de apoio à família por terceiros
  • Maior respeito pelas condições de saúde mental e física

 

 

 

  • Aumento da moral dos funcionários, o que leva à lealdade e retenção
  • Atração dos melhores talentos e de uma força de trabalho mais diversificada
  • Atrasos e absentísmo reduzidos
  • Melhora a imagem da empresa como respeitadora das famílias
  • Poupança em espaço e materiais de escritório
  • Possível aumento de produtividade
  • Construção de uma cultura empresarial de confiança
  • Redução das despesas em horas extraordinários
  • Possível melhoria na relação entre funcionários e gerentes
  • Horários de suporte ao cliente mais flexíveis

Principais desvantagens

 

  • Pode dar a ideia errada aos outros sobre a sua disponibilidade real
  • Não há uma linha clara entre a casa e o trabalho - pode significar estar sempre a trabalhar
  • Pode perturbar a concentração e causar erros
  • Difícil de aplicar em ambientes orientados a trabalho de equipa, onde as reuniões regulares são necessárias
  • Exigente gestão pessoal de tempo e tarefas

 

 

 

  • Possível procrastinação e falta de produtividade
  • As semanas de trabalho compactadas podem afetar a disponibilidade para suporte ao cliente
  • Possíveis sentimentos de injustiça se apenas alguns funcionários podem trabalhar remotamente
  • Grande mudança nos papéis dos supervisores
  • Trabalhos que exigem contato direto com o cliente ou de trabalho manual só permitem certos tipos de tempo flexível
  • Pode levar alguns colaboradores a fazer um trabalho apressado e de menor qualidade

 

Ao observar esta lista de vantagens e desvantagens para ambos os lados, fica claro que ambos ganham e perdem com este tipo de trabalho. Cinco tópicos aparecem nessa comparação que precisam ser melhor analisados:

 

Como fazer o trabalho flexível funcionar?

 

Existem várias formas de promover uma cultura produtiva de trabalho flexível. Estas são algumas deles:

  1. Reflita se a cultura e o modo de trabalho da sua empresa podem acomodar o trabalho flexível - se for uma empresa muito hands-on ou se tiver uma cultura muito tradicional, com funcionários mais velhos, talvez esse não seja o tipo certo de trabalho no qual investir.
  2. Entenda o propósito, os valores e as prioridades da sua empresa e como o seu trabalho se relaciona com eles. Dessa forma, também poderá priorizar e construir um senso comum sobre o que é aceitável e o que não é.
  3. Estabeleça expectativas claras e regras simples para trabalho flexível - como partilhar as tarefas pelas quais cada funcionário é responsável, em quais datas devem estar finalizadas, como e quando se deve comunicar, etc. Pode também definir os dias principais ou horários principais durante os quais todos devem estar no escritório para reuniões e outros compromissos.
  4. Crie uma cultura de confiança e de accountability - partilhe a responsabilidade com os colaboradores e mostre que confia neles para tomar as decisões certas para beneficiar a empresa. Dê-lhes feedback regular e ofereça-lhes coaching, a fim de ajudá-los a crescer e desenvolver competências, ao mesmo tempo em que eles trazem valor à empresa.

 

Concluindo, os modelos de trabalho flexíveis podem ser uma situação vantajosa tanto para empresas quanto para empregados, se - e só se - ambos os lados promoverem uma cultura positiva de confiança, responsabilidade e respeito pelas necessidades de cada pessoa. Se acredita que sua empresa e seus colaboradores são capazes de o fazer, deve, sem dúvida, participar da Revolução do Trabalho Flexível!

 

 

Inês Andrade | Marketing Manager at Bright Concept

 

Fontes: