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Educar para a Inteligência Emocional

EM: Inteligência Emocional.3 JUNHO, 2019
Educar para a Inteligência Emocional

Educar para a Inteligência Emocional

Vários estudos concluíram que as pessoas com maiores competências de Inteligência Emocional têm mais sucesso na escola, têm melhores relações, e envolvem-se menos frequentemente em comportamentos nocivos. Cada vez mais, se torna evidente a necessidade de formar pessoas que têm consciência das suas emoções, que as sabem gerir, e que compreendem o que os outros estão a sentir, ou seja, com forte  Inteligência Emocional. A nossa sociedade precisa de mais dessas pessoas, que são capazes de se auto-regular e de interagir com os outros com empatia e respeito – só assim poderemos construir uma sociedade melhor!

Adicionalmente, estando as profissões mais mecânicas a ser substituídas por máquinas, as “soft skills”, ligadas à Inteligência Emocional, estão a ser cada vez mais valorizadas e consideradas insubstituíveis por máquinas. Isto significa que as crianças de hoje vão necessitar de apresentar ainda mais competências emocionais quando se candidatarem a uma função profissional.

Ao conjunto destas competências deu-se um nome: Inteligência Emocional, ou seja, “a capacidade de monitorizar as nossas próprias emoções, assim como as emoções dos outros, para distinguir e rotular diferentes emoções corretamente, e usar informações emocionais para guiar seu pensamento e comportamento e influenciar o dos outros” (Goleman, 1995; Mayer & Salovey, 1990).

 

Qual é a importância da Inteligência Emocional?

Um aspeto essencial que é influenciado pela  Inteligência Emocional  é a saúde mental. Por um lado, vários estudos mostraram que pessoas com maior IE apresentam menos patologias psicológicas que têm como base distúrbios emocionais. Exemplos são a depressão (David, 2005; Hertel, Schutz, & Lammers, 2009), a ansiedade (David, 2005; O’Connor and Little, 2003), a esquizofrenia (Kee et al., 2009), o distúrbio Borderline (Gardner and Qualter, 2009; Hertel, Schutz, & Lammers, 2009), o abuso de substâncias (Hertel, Schutz, & Lammers, 2009) e comportamentos violentos (Brackett et al., 2004; Mayer et al., 2004).

Por outro lado, o bem-estar emocional parece estar correlacionado com a  Inteligência Emocional , tal como um estudo em estudantes universitários concluiu (Brackett & Mayer, 2003; Lopes et al., 2003). Adicionalmente, as pessoas com alta  Inteligência Emocional  parecem ter também tendência a procurar ajuda psicológica quando precisam (Goldenberg, Matheson, & Mantler, 2006).

A Inteligência Emocional influencia também positivamente o sucesso académico, de acordo com vários estudos (Zeidner, Shani-Zinovich, Matthews, & Roberts, 2005). Os alunos com maior Inteligência Emocional parecem ter mais atenção e atitudes mais positivas quanto à escola e aos professores. (Rivers et al., 2008).

Nas relações interpessoais, a Inteligência Emocional leva a relações com maior qualidade (Brackett, Warner, & Bosco, 2005; Brackett et al., 2006a; Lopes, Salovey, Coˆte´, & Beers, 2005; Lopes et al., 2003, 2004), relações de suporte com os amigos e os pais, no lugar de relações antagónicas e conflituosas (Lopes et al., 2004). Nas relações amorosas, também parece haver uma influência positiva da  Inteligência Emocional.

 

E agora?

A questão que surge agora é: será que estamos a educar as crianças e jovens para terem uma Inteligência Emocional elevada? Nem todas as famílias estão preparadas para o fazer, e nem todas as escolas têm a capacidade para tal. De resto, os conteúdos que as crianças e jovens consomem na televisão e online também nem sempre são os mais benéficos para desenvolver competências emocionais.

Cria-se, assim, uma distância entre o que é necessário para uma sociedade melhor e a educação que a maioria das famílias e escolas tem ferramentas para dar. O que fazemos com isto? Encontramos novas soluções para promover a Inteligência Emocional!

 

Que soluções já existem?

Felizmente, já há muita gente pelo mundo fora a trabalhar estes temas e a criar projetos para promover as competências de Inteligência Emocional na educação das crianças de jovens. Um exemplo é um programa preventivo para escolas chamado “The RULER Approach”, criado pela Yale University, nos Estados Unidos. Este programa promove oportunidades de aprendizagem para alunos, professores, diretores e famílias para desenvolverem as capacidades de reconhecer, compreender, rotular, expressar e regular as emoções, de forma a tomar melhores decisões, ter relações melhores, agir de uma forma pro-social e sentir maior bem estar. As turmas com este programa mostraram ter relações mais positivas e mais respeito, mais entusiasmo por aprender, menos bullying entre os alunos, e menos expressões de zanga ou frustração pelos professores (Reyes et al., 2010). Tudo graças à promoção da Inteligência Emocional.

Em Portugal, começam também a surgir projetos dentro e fora das escolas que promovem a Inteligência Emocional, a Educação Positiva e o bem-estar familiar. Na No Bully Portugal, promovemos também estes objetivos, no nosso trabalho com os alunos, os professores, os assistentes operacionais e as famílias. Trabalhamos para criar comunidades escolares com maior empatia, compreensão, cooperação, bondade.

 

O que cada família pode fazer?

As interações dentro da família e o tempo passados juntos são essenciais para o desenvolvimento da Inteligência Emocional das crianças e jovens. Assim sendo, há algumas coisas que todas as famílias podem fazer para criar crianças e jovens com maior Inteligência Emocional:

  1. Conversar sobre as emoções de forma descontraída e encorajar os mais novos a partilhar o que sentiram no seu dia, sem serem julgados
  2. Ver filmes ou ler livros que explorem as emoções e discutir os mesmos – por exemplo, o filme “Divertida Mente” (Inside Out em inglês)
  3. Quando os mais novos passam por algo mais intenso, promover uma conversa na qual eles possam expressar o que sentiram e sentir-se apoiados pelos adultos
  4. Validar e respeitar emoções de quem se sentir com raiva ou tristeza, dando-lhes tempo para processar as mesmas
  5. Partilhar com os mais novos experiências que tenha passado na idade deles, com as quais eles se possam identificar
  6. Se um adulto da família tiver uma reação mais extrema ou desapropriada, procurar um momento para admiti-lo e pedir desculpa aos outros
  7. Respirar fundo sempre que as emoções estiverem a explodir! É a melhor solução para evitar enormes discussões e conflitos

Deixamos estas pequenas dicas para promover a Inteligência Emocional que, a longo prazo, farão sem dúvida uma enorme diferença!

Saiba mais sobre os programas de Inteligência Emocional da Bright Concept aqui.